sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dos amores impossíveis...

Ilustração: Verônica Navarro
Naquele dia quente de Dezembro os olhos azuis dela encontraram de longe os olhos avermelhados dele, aqueles olhos lhe tiravam o sono e conseguiam penetrar em cada gota do seu corpo, aqueles olhos quentes aqueciam sua alma molhada e faziam despertar de dentro uma chama de amor bonito. E quando ele a avistou de longe saltaram umas faíscas de beijos tórridos, seus braços quentes se abriam em chamas longas como quem quis ser abraçado. Assim nasceu a história de amor entre a Água e o Fogo. Triste amor distante... Poucas dores se comparam à dor do coração que sofre por um amor impossível. Suas vidas foram esvaindo aos poucos por saber que não poderiam tocar-se. Mais justo seria morrer de amor do que viver um amor proibido, então decidiram se amar ainda que arriscassem as vidas. E quando a Lua veio iluminar a noite, ela deslizou sedenta, Água menina cheia de amor, tanto amor... Ele brilhava de longe incendiando de paixão. Ele a abraçou e ela lhe deu um beijo encharcado de carinho. Aquele pequeno momento foi o mais grandioso de suas vidas. O Fogo foi se apagando aos poucos, virou cinzas... morreu. Viver tinha valido à pena. Ouviu-se ao longe o canto triste de uma cigarra inconformada, e a lua brilhou mais devagar. Água menina chorou lágrimas de dor até formar um oceano profundo, mergulhou até o fundo afogou-se na sua tristeza. O amor tem dessas surrealidades: ama-se para viver e morre-se de amor. Amemos...

(Karla Thayse Mendes - 12/02/09)

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"Soltava sorrisos ao vento e ouvia: Uma hora eles voltam pra você." [Vanessa Leonardi]